Você respira bem? 9 dicas valiosas para exercitar sua respiração

Respirar é um ato involuntário e imprescindível ao nosso organismo, pois o corpo precisa do oxigênio para nutrir os tecidos, eliminar impurezas do organismo, queimar nutrientes e produzir energia.

O ar da nossa atmosfera é composto por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio, e 1% que são gás carbônico e gases nobres. O ciclo do oxigênio na natureza é completo pelas trocas de gases e liberação de energia que ocorrem entre humanos, animais e plantas. Quanto mais pureza tiver o oxigênio, melhor será a função respiratória em nosso organismo.

Em termos práticos, quanto mais poluído o ar do ambiente, maior será a concentração de substâncias impróprias, nocivas ou ofensivas à saúde, inconveniente ao bem estar e danoso aos materiais, às plantas e aos animais.

Em nosso corpo

Quando respiramos, o ar é filtrado nas narinas e nos canais do sistema respiratório antes de chegar aos pulmões – laringe, faringe, traqueia, brônquios e bronquíolos para aí entrar nos alvéolos pulmonares.

Dentro dos pulmões ocorre a troca gasosa chamada de hematose: o sangue absorve o oxigênio e libera gás carbônico aos alvéolos. Esse oxigênio no sangue é levado aos tecidos e às células, onde acontece uma nova troca gasosa, para a corrente sanguínea levar o dióxido de carbono a ser expelido pelos pulmões.

Já nas células, o oxigênio se mistura a outras substâncias provenientes da nossa alimentação, principalmente a glicose. Juntos, oxigênio e glicose fornecem energia às células, que liberam gás carbônico para o sangue.

O gás carbônico na atmosfera é absorvido pelas plantas no processo de fotossíntese, que resulta na liberação do oxigênio de volta para o ar.

9 dicas para uma respiração melhor

Já sabemos que a respiração é imprescindível para nossa saúde como um todo. Além de manter nosso organismo vivo e em funcionamento, também pode nos auxiliar a diminuir o estresse e a ansiedade, a prática de exercícios físicos e até mesmo corrigir problemas nasais. Separamos nove pequenas, mas valiosas dicas para você respirar melhor:

  1. Separe ao menos 10 minutos para somente respirar e limpe sua mente de toda preocupação, estresse e ansiedade. Fique com a coluna ereta, relaxe os braços, mantenha a boca fechada e respire fundo somente pelas narinas, soltando o ar no mesmo ritmo.
  2. Pratique pilates para aprender a respirar corretamente com o auxílio das atividades físicas.
  3. Se você tem algum problema respiratório como rinite, sinusite, desvio de septo nasal ou adenóide aumentada, faça exercícios de respiração. Tape uma das narinas e respire profundamente com a outra, e inverta o exercício. Se houver muita dificuldade no exercício ou mesmo na hora de dormir, consulte o otorrinolaringologista e peça-o para ensinar exercícios específicos para o seu problema.
  4. No dia-a-dia, faça um pequeno controle da sua respiração mantendo-a de forma compassada por um curto período de tempo. Esse exercício também é muito útil em caminhadas.
  5. Mantenha os ambientes da casa e do trabalho arejados e privilegie a circulação do ar em áreas internos.
  6. Pratique exercícios ao ar livre por no mínimo 20 minutos. Ao fazer as práticas na parte da manhã, pode-se aproveitar um ar menos carregado de impurezas.
  7. Escolha locais arejados e com sombra para fazer suas refeições. Isso garante uma digestão mais saudável.
  8. Evite usar produtos com forte odor ou tóxicos em locais fechados. Caso utilize-os, mantenha o local arejado e permaneça no ambiente somente após 30 minutos.
  9. Em dias muito quentes e em locais secos, use umidificadores de ar e até mesmo esterilizadores. Os umidificadores proporcionam o equilibrio da umidade que precisamos para respirar bem, enquanto esterilizadores auxiliam a diminuir as bactérias presentes no ar.

Ar limpo é essencial

Todos nós, seres humanos, a fauna e a flora necessitamos do ar limpo para o ciclo de nossa existência. Políticas e tecnologias em prol da redução da emissão de poluentes como forma de desacelerar a degradação do meio ambiente precisam ser intensificadas por governos e organismos mundiais. Os dados fornecidos pela OMS são alarmantes não só para os dias atuais, mas para o legado que estamos deixando à futuras gerações.

ONU afirma que poluição do ar é a maior causa de mortes no mundo

Somente a poluição do ar mata 6,5 milhões de pessoas a cada ano, em decorrência de doenças associadas aos poluentes. O dado é da Assembleia Ambiental das Nações Unidas, realizado em 2017 na cidade de Nairóbi, no Quênia. A degradação ambiental como um todo é responsável por 12,6 milhões de mortes, das quais 9 milhões são decorrentes da poluição das águas, do solo e do ar.

As principais poluentes são as agentes de irritações no sistema respiratório, as chamadas PM10, partículas inaláveis compostas por substâncias como dióxido de enxofre, monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos, ozônio e chumbo.

Para não oferecer riscos à saúde, a concentração anual dessas partículas na atmosfera deve ser de no máximo 20 microgramas por metro cúbico (20 ug/m3). No entanto, a média mundial é de 71 ug/m3. Em algumas regiões, essas taxas superam em até 14 vezes o nível indicado pela OMS.

Veja a lista dos 10 países com o ar mais poluído, as concentrações de PM10 e o quão superior é essa taxa em relação ao limite seguro:

  1. Mongólia – 279 ug/m3 (14x)
  2. Botsuana  – 216 ug/m3 (11x)
  3. Paquistão –  198 ug/m3 (quase 10x)
  4. Senegal – 145 ug/m3 (7x)
  5. Arábia Saudita – 143 ug/m3 (7x)
  6. Egito – 138 ug/m3 (quase 7x)
  7. Emirados Árabes – 132 ug/m3 (6x)
  8. Irã – 124 ug/m3 (quase 6x)
  9. Nigéria – 124 ug/m3 (quase 6x)
  10. Kuwait – 123 ug/m3 (quase 6x)

Segundo a OMS, o Brasil apresenta a taxa de 40 ug/m3, duas vezes acima do limite seguro, ocupando a 48º posição. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro é a 144ª cidade entre as cidades e regiões mais poluídas do mundo, com 64 ug/m3.

A Região Metropolitana de São Paulo ocupa a 267ª posição, com 48 ug/m3. Algumas cidades do interior paulista também apresentam índices maiores do que a média nacional. No mesmo levantamento, a Região Metropolitana de Belo Horizonte se encontra no limite recomendado pela OMS, 20 ug/m3.

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