Um quarto dos adultos no mundo não se exercita o suficiente, diz estudo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) conduziu um estudo no qual foi constatado que um em cada quatro adultos em todo o planeta não pratica exercícios físicos suficientes. A estatística mostra que mais de 1,4 bilhão de pessoas adultas correm o risco de desenvolver ou agravar doenças ligadas ao sedentarismo.

O estudo, publicado no The Lancet Global Health, aponta que 27,5% das pessoas em todo o mundo não atendem às diretrizes de atividade física da OMS, que recomendam 75 minutos de exercício intenso ou 150 minutos de exercício moderado por semana.

Atividade física previne doenças crônicas como AVC e hipertensão

De acordo com a entidade, o percentual global de inatividade teve redução se comparado aos números de 2001, quando o índice era de 28,5%. Porém, esse dado ainda é alarmante e representa um problema a ser “resolvido com urgência” segundo os autores da pesquisa.

Praticar atividade física é uma das melhores maneiras de prevenir doenças crônicas, melhorar a saúde e promover a longevidade.

Dados da pesquisa

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A OMS se baseou em dados de 358 pesquisas realizadas entre 2001 e 2016 em 168 países. O grupo de estudos representava 96% da população mundial. Cada uma das pesquisas perguntou aos participantes sobre quanta atividade física eles faziam entre o transporte, trabalho, tarefas domésticas e tempo de lazer.

Variações geográficas nos níveis de atividade foram amplamente observadas nas pesquisas, como os discrepantes números de 5,5% de pessoas que não cumprem as diretrizes na Uganda e 67% no Kuwait. Países de alta renda tendem a ter maior percentual desse índice, muito em função de ter seus meios de transporte e trabalho baseados no sedentarismo, o contrário de países menos industrializados.

No geral, nações ocidentais de alta renda tiveram um aumento de 31% para 37% da taxa de inatividade, enquanto países de baixa renda mantiveram seus níveis em torno dos 16%.

Outro dado relevante descoberto é que as mulheres fazem menos exercícios que os homens. Globalmente, 25,5% dos homens não cumprem as diretrizes de atividade física, contra 31,5% das mulheres. Segundo os autores, a diferença pode estar associada às normas de gênero relacionadas ao trabalho e recreação em todo o mundo, uma vez que em alguns países as mulheres são proibidas de várias atividades.

Incentivo à prática

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A caminhada e a bicicleta são meios de transporte que precisam ser incentivados nos países de alta renda, bem como a recreação ativa e esportes no lazer, segundo os autores da pesquisa.

Países da Ásia já experimentam o declínio da inatividade, de 26% em 2001 para 17% em 2016, impulsionados pelo exercício recreativo e o uso de parques públicos na China.

Nos Estados Unidos, a porcentagem dos que conseguem atingir a meta de atividade física somando trabalho, transporte e lazer é de aproximadamente 60% da população adulta.

Em um plano de ação global, a meta da OMS é que a taxa de inatividade seja reduzida a 10% dos adultos em 2025, como escrevem os autores do estudo.

No Brasil, já há algum tempo vemos algumas capitais adaptando vias para incentivar a prática de atividades por meio do transporte com o uso da bicicleta, além da revitalização de espaços de lazer, como parques e praças.

Quais os benefícios de ir trabalhar de bicicleta?

Então? Pronto para começar aquela caminhada matinal? Veja mais conteúdos sobre saúde, atividade física e sedentarismo aqui no blog:

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