Seguros cobrem danos causados por desastres naturais?

Vendaval, chuva de granizo, ressaca do mar, tsunami… árvore cai sobre um carro aqui, água entra em casa ali, terra treme e racha tudo acolá… e os exemplos de desastres naturais podem ser vários. E os prejuízos também!

Mas se eu tenho uma apólice de seguro, estou coberto contra esse tipo de infortúnio? As seguradoras cobrem danos decorrentes de desastres da natureza?

Poucas pessoas sabem sobre as coberturas oferecidas pelas companhias de seguros e, até mesmo, em suas próprias apólices contratadas. E dentre elas, a cobertura contra danos naturais é a que causa mais dúvida nos segurados.

É importante saber quais as coberturas o seu seguro lhe oferece e tudo isso está descrito na sua apólice. Você pode saber, por exemplo, se o seguro cobre a queda do muro da casa em decorrência de uma erosão. Ou se o motor do carro parar de funcionar por causa da água da enchente.

E vale frisar ainda que o seguro para seu patrimônio, seja residencial, automotivo ou de outra modalidade, existe para proteger o bem que você lutou para conquistar. No fim das contas, é mais barato ter o amparo do seguro do que arcar com despesas e prejuízos sozinho. Pense nisso ao escolher as proteções da sua apólice.

Isso também vale para o seguro de vida: uma catástrofe pode lhe causas um acidente e impedí-lo de trabalhar e assim prover os recursos regulares aos seus familiares.

Números que assustam

Por qualquer que seja a causa – mudanças no clima e até mesmo o aquecimento global – os fenômenos naturais têm ocorrido em números crescentes e significativos nas últimas décadas. Para se ter uma ideia do que isso representa, entre os anos 70 e os anos 2000, o número médio de desastres naturais cresceu aproximadamente 260%.

A média de indenizações anuais pagas pelas companhias de seguros multiplicou em 10x neste mesmo período: passou de R$ 3,3 bilhões para R$ 33,4 bilhões, crescimento de 910%, segundo dados divulgados pela Escola Nacional de Seguros.

Eventos assim são difíceis de prever e, mesmo com as estatísticas, apurar a quantidade provável de segurados que podem ser afetados por uma catástrofe é impossível. A partir daí, há um limite de riscos possíveis que as seguradoras cobrem, bem como os chamados riscos excluídos, que podem configurar a exclusão de coberturas de danos por catástrofes extraordinárias.

Mas afinal, o que o seguro cobre?

Danos decorrentes de vendavais, queda de raios, chuvas de granizo, e, dependendo da região, inundação de água doce. Danos estruturais causados por impacto externo ou mesmo erosão e deslizamento de terra.

Explosões e incêndio causados por raios também estão na lista dos riscos cobertos. Todos estes danos têm probabilidade de ocorrer em função dos eventos extremos da natureza, porém impossíveis de serem previstos na maioria dos casos.

Até mesmo se, em função da forte chuva, um ônibus bater no muro da sua casa e derrubá-lo. Ou a queda de objetos do ar, como restos de uma aeronave. Estes riscos podem ser previstos em sua apólice.

No caso do seguro de automóveis, a cobertura de danos decorrentes de forte chuva e alagamento, quedas de árvores ou ainda se o carro for “engolido” pela erosão do solo também podem constar na apólice.

Quais são os desastres naturais que ocorrem no Brasil?

Sabemos que o país enfrenta o caos sempre nos períodos de chuva intensa. Esse problema representa cerca de 60% das ocorrências de perdas. Contudo, os deslizamentos de terra são os desastres naturais mais frequentes em nosso país, se levarmos em conta a capacidade do solo e a ação do homem sobre ele.

Quedas de árvores em função de fortes chuvas também são sinistros comuns por aqui. Além disso, infortúnios ocorridos podem afetar terceiros quando colocam em risco a integridade de imóveis vizinhos e estes precisam de interdição por parte dos bombeiros e da Defesa Civil local.

Isso porque não há um consenso em esforços, tanto por parte dos governos, quanto por parte da própria população em si, no que tange a conscientização a cerca da limpeza urbana. O acúmulo de lixo nos esgotos e nas ruas é um grande empecilho para o próprio homem.

Porém, é importante destacar que estamos tratando da possível ocorrência de cheias nos rios em vários locais do país e do caos causado pelo avanço da água do mar em algumas cidades do litoral, tendo como causa maior as chuvas torrenciais e das mudanças climáticas. Tais eventos inesperados podem trazer perdas inestimáveis.

A Swiss RE – companhia resseguradora de nível internacional – aponta que as catástrofes naturais são e serão cada vez mais as maiores responsáveis pela movimentação de indenizações. Segundo a empresa, isso se deve graças a concentração populacional crescente em regiões urbanas e assentamentos em áreas de risco.

Não há como prever um sinistro. Ter um seguro ativo é a certeza de amparo nos infortúnios de ordem natural. Você ainda tem dúvidas sobre algum assunto referente ao mercado de seguros? A ab. Corretora pode te assessorar na melhor escolha de um seguro para o seu patrimônio.

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