Níveis alarmantes de obesidade no Brasil preocupam

O aumento nos índices de obesidade no Brasil tem sido motivo de preocupação para autoridades e profissionais da saúde. O problema já atinge mais da metade da população, segundo dados do relatório sobre segurança alimentar na América Latina.

Obesidade no Brasil

O relatório é realizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Os números mostram que aproximadamente 55% da população brasileira adulta está na condição de sobrepeso, e 20% em condição de obesidade.

A tendência de crescimento também é vista nos números da população infantil. Atualmente, cerca de 8% das crianças menores de 5 anos de idade apresentam o quadro de obesidade.

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Alimentação nada saudável

O consumo de alimentos ultraprocessados de baixa qualidade nutricional tem sido o principal motivo para o aumento dos níveis de obesidade no Brasil e na América Latina. Outros fatores puxam essa causa: queda na renda média familiar e aumento do desemprego.

Essa tendência se acentua pela queda do crescimento econômico, e põe em risco a segurança alimentar e nutricional das famílias brasileiras. A solução, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), seria a adoção de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis, que privilegiem a integração de áreas como a agricultura, alimentação, saúde, educação e nutrição.

O relatório da ONU ainda instrui para o incentivo à produção sustentável de alimentos frescos, seguros e nutritivos, de forma a garantir a oferta dos mesmos nas gôndolas dos mercados. O comunicado ainda alerta para que o programa inclua incentivos que tornem a produção mais acessível a famílias de baixa renda.

Os preços sobem

A grande realidade brasileira, que tem sido vista nos últimos anos, é a alta nos preços e nas taxas de impostos. Diante de uma economia instável e da pressão de alta dos insumos, o poder aquisitivo cada vez menor faz com que as famílias abasteçam menos seus estoques de alimentos.

Nesse cenário, alimentos ricos em nutrientes são substituídos por paliativos ou produtos menos saudáveis e mais baratos. Realidade de muitas famílias, compras de carrinhos cheios nos supermercados não são mais tão comuns. A regra utilizada tem sido a da calculadora.

Consumo de processados

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Salgadinhos, biscoitos, pães de forma, sucos, refrigerantes… a lista pode ser extensa. O avanço do consumo de alimentos ultraprocessados é apontado como uma das principais causas do aumento da obesidade no Brasil, combinado com o sedentarismo.

A troca de alimentos processados em casa, com alto valor nutricional, por alimentos de fast food de alto teor de gordura trans, sódio, açúcar, conservantes e aditivos, também é uma questão cultural. Em um ritmo de vida cada vez mais acelerado e exigente, as pessoas têm optado por esse tipo de alimento por questões de facilidade e praticidade.

Mas se esquecem dos males que esses alimentos podem provocar, a médio e longo prazo, como doenças crônicas ligadas ao sistema digestivo e ao coração. Isso sem falar que a obesidade pode desencadear outras disfunções do organismo ou doenças, como a hipertensão e o diabetes.

Como saber se estou obeso?

A classificação da condição de obesidade é feita a partir da medida do Índice de Massa Corporal (IMC). Por ela, é preciso o cálculo da equação entre o peso do indivíduo em quilogramas e a sua altura em metros. Dividimos os quilos (kg) pela altura (m²), conforme a sentença abaixo:

IMC = kg/m²

Classificação do IMC:

  • Índice inferior a 18.5: Abaixo do Peso
  • Entre 18.5 e 24.9: Peso Normal
  • Entre 25.0 e 29.9: Sobrepeso
  • Entre 30.0 e 34.9: Obesidade Grau I
  • Entre 35.0 e 39.9: Obesidade Grau II
  • Índice igual ou superior a 40.0: Obesidade Grau III

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Avaliação médica

Nas análises clínicas, os médicos consideram outras condições para classificar a obesidade, como a etnia, a massa muscular, a idade e o sexo, além de outros fatores que podem influenciar a interpretação do cálculo do IMC.

Junto com as análises, observar fatores como predisposição genética, histórico familiar e estilo de vida influenciam também na observação do quadro de obesidade. Isso porque pode-se diagnosticar tendências a doenças e agravamentos, como forma de prevenção.

O principal tratamento para a obesidade é a redução da gordura corporal. Uma dieta adequada e exercícios físicos regulares são as primeiras indicações dos profissionais de saúde, na tentativa de evitar procedimentos médicos invasivos ou mesmo terapias farmacêuticas.

Use seu plano de saúde

Consulte seu médico regularmente. Verifique junto à operadora do seu plano a disponibilidade de profissionais qualificados na rede de atendimento. Nutricionistas, fisioterapeutas, endocrinologistas, cardiologistas e médicos de outras especialidades estão preparados para lhe ajudar a conquistar uma saúde plena e melhor.

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Araújo Braz Corretora de Seguros

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