Juros baixos trazem oportunidades em consórcios

Na semana pré-carnaval de 2018 o Brasil teve um marco histórico: pela 11ª vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia, desta vez para o menor índice da história, 6,75%. A taxa Selic, como é chamado o juro, é utilizada no mercado interbancário para financiamento de operações com duração diária, garantidas em títulos públicos federais. Mas, o que isso representa para nós, consumidores?

Representa a oportunidade de diversificar investimentos. Atualmente, 85% dos investimentos dos brasileiros se concentra na poupança, apesar do seu baixo retorno. Porém, a queda na taxa Selic tem levado mais investidores a aplicarem em fundos mais rentáveis. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos em geral tiveram aumento de 32,8% em investimentos.

Como a taxa Selic impacta em nossa economia pessoal?

Na teoria, a taxa Selic serve como como referência para todas as outras taxas de juros praticadas no mercado, como cheque especial, rotativo do cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e investimentos em renda fixa.

Na prática, ela determina o quanto de juros o BC vai cobrar se tiver que emprestar recursos a outras instituições financeiras. A Selic é uma referência para manutenção do nível e controle da inflação, uma vez que ela influencia todas as outras taxas praticadas no mercado.

Ao influenciar os juros praticadas no mercado, o BC altera a quantidade de dinheiro circulando na economia: quanto maior a taxa, menos dinheiro disponível para consumo, o que resulta em menor alta de preços – um “efeito colateral” disso, contudo, é a queda da atividade econômica do país. Se o Banco Central quer estimular a atividade econômica, pode reduzir as taxas de juros, o que estimula o consumo e tende a gerar uma inflação mais elevada (Época Negócios).

Quando a taxa de juros cai, a tendência é que o mercado pratique juros menores, favorecendo o consumo. Neste cenário, investimentos em títulos de longo prazo, títulos privados, fundos imobiliários e o mercado de ações são beneficiados.

Hora boa para fazer um consórcio?

Sim. Consórcios são uma opção vantajosa na hora de planejar uma compra e ampliar o seu patrimônio. Primeiro, por ser uma modalidade livre de juros, existe apenas a cobrança da taxa de administração, que já é por si só menor que os juros praticados no mercado. A queda da Selic pode provocar taxas de administração também menores.

Outro fator interessante está na atualização da carta de crédito, conforme o valor de mercado do bem ao qual se destina o grupo de consórcio. A Selic mais baixa diminui o risco de alta dos bens e isso se reflete na manutenção das mensalidades, que poderiam sofrer reajustes conforme a alta dos preços.

Poder de barganha

A carta de crédito que você recebe ao ser contemplado por sorteio ou lance é equivale à compra de um bem ou serviço à vista. Dessa forma, no momento da aquisição, você tem ainda o poder de barganha e de negociação para conseguir benefícios e melhores preços.

No consórcio, também é possível utilizar uma porcentagem do valor do crédito para pagar despesas relacionadas a compra do bem, como taxas de licenciamento, alvarás, documentação e outras taxas. O limite dessa porcentagem geralmente é de 10%, mas pode variar de acordo com as condições estipuladas no seu contrato.

Ou seja, com o poder de barganha e a possibilidade de usar uma parte do valor para cobrir despesas relacionadas a aquisição e uma taxa Selic reduzida, o momento é altamente propício para este tipo de investimento. O que você está esperando?

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