Câncer de mama: prevenção impulsiona Outubro Rosa

Desde o fim do século XX, ações promovidas por alguns estados norteamericanos alertavam para a prevenção do câncer de mama. Aos poucos, estas iniciativas ganharam visibilidade, até o próprio Congresso dos Estados Unidos oficializar o mês de outubro como marco nacional de conscientização sobre a doença.

Apesar da criação da campanha não ser creditada a nenhuma pessoa ou instituição, a história do Outubro Rosa teve influência da Susan G. Komen Breast Cancer Foundation. Fundada em 1982 por Nancy Brinker, realizou ações como a “Caminhada pela Vida”, que reuniu cerca de 800 pessoas em Dallas, na sua primeira edição em 1983.

As ações do instituto logo ganharam proporções mundiais. Somente em 1991 as famosas fitas rosas apareceram e foram distribuídas aos participantes da corrida, tornando-se símbolo oficial da campanha. Em 1997, as cidades começaram a ser enfeitadas com os laços durante o período da campanha.

Outubro Rosa no Brasil

Por aqui, a primeira ação de conscientização do Outubro Rosa ocorreu em 2002, quando um grupo de mulheres iluminou de rosa o Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, no parque do Ibirapuera em São Paulo.

A partir de 2008, várias entidades ligadas à causa passaram a promover ações parecidas, divulgando a importância da prevenção.

Atualmente, várias empresas e entidades de classe abordam o Outubro Rosa em suas campanhas, e muitas delas promovem ações de conscientização, com a distribuição de material educativo e orientações médicas sobre como detectar algum problema por meio de um autoexame de toque.

Sobre o câncer de mama

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é a segunda neoplasia maligna que mais atinge as mulheres. O problema acomete todo o tecido mamário e aparece quando há uma mutação genética em alguma célula. A multiplicação rápida das células anormais forma um tumor, que pode crescer de forma acelerada.

Alguns fatores de risco podem influenciar as chances de desenvolver o câncer de mama:

  • Ter primeira menstruação antes dos 12 anos de idade;
  • Não ter filhos;
  • Ter a primeira gravidez após os 30 anos;
  • Não ter amamentado;
  • Menopausa tardia, após os 55 anos;
  • Estímulos à produção de estrogênio;
  • Uso de contraceptivos orais;
  • Reposição hormonal pós-menopausa;
  • Uso de bebidas alcoólicas;
  • Tabagismo;
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Exposição a radiação ionizante (tipo exames de raio-x);
  • Fatores genéticos hereditários.

Para haver maior chance de cura, o tumor deve ser identificado precocemente. Para tal, é recomendada a realização do exame da mamografia, que deve ser feita frequentemente após os 50 anos de idade.

Os médicos também orientam que as mulheres façam um autoexame das mamas. Este é método preventivo rápido e deve ser feito uma vez ao mês, cerca de 3 a 5 dias após a menstruação, ou em uma data específica para mulheres na menopausa.

Mamografia

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Este exame é capaz de detectar o câncer de mama no seu estágio inicial ou antes mesmo de apresentar qualquer sintoma. Isso porque existem técnicas que utilizam a radiação para construir imagens de dentro da mama que podem revelar a presença de tumores muito pequenos.

A mamografia consegue detectar tumores menores que 1 centímetro. O exame deve ser realizado como método preventivo a cada 2 anos por todas as mulheres a partir dos 50 anos de idade. Mulheres que se encaixam nos fatores de risco devem fazer o exame com frequência maior.

Caso encontre alguma suspeita ou alteração no tecido mamário, a paciente deve realizar uma mamografia diagnóstica, além de exames laboratoriais para comprovar o câncer.

Autoexame do toque

O autoexame é um procedimento que pode acelerar a prevenção do câncer de mama por ser simples e rápido. Deve ser realizado também por pelo menos uma vez ao mês, seguindo as mesmas orientações de prazo da mamografia – 3 a 5 dias após a menstruação ou em uma data fixa quando na menopausa.

O exame deve ser feito em frente a um espelho ou deitada, sem blusa e sem sutiã, para que não haja nenhuma interferência do tecido. O toque deve buscar alguma alteração na pele, no bico do seio, secreções, saliências e a presença de algum caroço.

O primeiro exame deve ser visual. Primeiro, a mulher deve relaxar seus braços e observar os seios. Depois, deve levantar os braços e observar novamente. Em seguida, observá-los colocando as mãos na cintura e fazendo pressão.

A segunda etapa do autoexame é o toque. A palpação deve ser feita em toda a mama com os dedos das mãos juntos e esticados, com movimentos circulares e de cima para baixo.

Por fim, deve-se pressionar o mamilo para ver se não há nenhuma secreção. Quando detectada alguma anomalia, a mulher deve procurar orientação médica imediatamente.

Sintomas

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O sintoma mais comum é a sensação da presença de um nódulo. Porém, este não é o único sinal da doença. A medida em que o câncer de mama avança, outros sintomas podem ser detectados, como:

  • Alteração no formato ou tamanho das mamas;
  • Aspecto anormal da pele;
  • Vermelhidão, calor e dor, caso haja inflamação;
  • Feridas e crostas na pele do mamilo;
  • Coceira frequente na aréola e no mamilo;
  • Inversão do mamilo, afundamento;
  • Secreção ou sangue no mamilo;
  • Inchaços e nódulos nas axilas.

Previna-se!

Os exames mencionados e o acompanhamento médico são fundamentais para detectar o câncer em um estágio inicial e aumentar as chances de cura.

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