Brasil é o segundo país com maior prejuízo por crimes cibernéticos

Dados do Norton Cyber Security Report mostram que o Brasil é o segundo entre os países com mais prejuízos causados por ataques cibernéticos em 2017, com cerca de 62 milhões de vítimas (61% da população adulta) e uma perda estimada em US$ 22,5 bilhões, quase R$ 73 bilhões. Atras apenas da China, com perda de US$ 66,3 bi (R$ 215 bi aproximadamente).

Segundo o estudo Cyber Handbook, da March & McLennan Companies, os danos financeiros causados pelo cibercrime podem chegar a US$ 2,1 trilhões (próximo a R$ 6,8 tri). Vulnerabilidades em sistemas de segurança, brechas, e-mails maliciosos, fraudes envolvendo transações online, roubo de dados e invasões podem causar sérios danos financeiros e até arruinar a reputação de pessoas e instituições.

Mesmo com tantos avanços na tecnologia atual, tais vulnerabilidades representam um grande risco aos usuários e às grandes corporações e governos. Um dos casos mais recentes no país foi o vazamento de dados sigilosos de mais de 2 milhões de clientes de um grande player de e-commerce de artigos esportivos.

Sequestro virtual

O maior ataque ocorreu em maio/2017, quando o ransomware “Wanna Cry” se espalhou pela internet de forma rápida e avassaladora. O ransomware é um tipo de vírus que faz o “sequestro” dos arquivos das máquinas infectadas e exige o pagamento de um valor fixo para “libertar” o equipamento.

Estima-se que mais de 230 mil sistemas foram infectados, até a conclusão e descoberta do “antídoto” que deteve sua ação. Segundo a polícia europeia, Europol, cerca de US$ 40 mil (R$ 130 mil) foram pagos em resgate.

O método de ataques se tornou mais robusto e audacioso, com grande motivação financeira, segundo o professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Renato Leite Monteiro. O professor afirma que o mais impressionante foi a “magnitude” das ações dos hackers, “bem maior em um número grande de incidentes”.

O ano de 2017 foi o ano dos ataques, mas também o ano dos vazamentos de dados. Esses fatos podem acelerar e ampliar a discussão global sobre segurança de rede. No caso do “Wanna Cry”, apenas sistemas Windows sem atualização fornecida pela Microsoft foram afetados.

Proteja-se

Especialistas afirmam que uma das melhores formas de se proteger de ataques é manter todos os sistemas sempre atualizados. Outra forma de diminuir o risco é utilizar senhas diferentes para os serviços utilizados online.

Para amenizar os impactos negativos destes ataques, existe um tipo de seguro especializado em crimes cibernéticos, uma proteção contra prejuízos e invasões de hackers, extorsão, lucros cessantes e roubos de dados digitais que possam causar prejuízos a empresas ou clientes. Mesmo pouco conhecido no Brasil, a procura pelo seguro cibernético teve um aumento de 200% no ano passado.

Com informações do portal Época Negócios

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