Alta do dólar dificulta a retomada da economia brasileira

A perspectiva do dólar para este ano é de que ultrapasse o valor de R$ 4. O alto valor da moeda norte-americana causa impacto na vida do brasileiro, do mais rico ao mais pobre. Este cenário retrata uma economia brasileira em total desequilíbrio fiscal, como explica o professor Clemens Nunes, da Escola de Economia de São Paulo da FGV.

Segundo ele, esse desequilíbrio se dá porque o governo gasta mais do que arrecada, e os investidores não projetam uma solução sustentável para o futuro. A desvalorização do real diminui o poder de compra.

A alta do dólar faz com que a inflação também aumente. Muitos dos insumos que a industria nacional utiliza são importados, como o trigo, o gás e a gasolina. Dólar alto também encarece a própria produção e a logística. Na ponta final do processo, os produtos ficam mais caros nas prateleiras.

Além disso, alguns produtos produzidos no Brasil são precificados com base no dólar, como a soja, a carne, o açúcar e o milho. Esse fator é vantajoso para quem exporta a produção, e se deixa de exportar para vender no mercado local, vai querer receber mais por isso.

O professor ainda explica que o produto nacional sofre reajuste nos preços para que a margem de lucro se mantenha no mesmo nível dos produtos importados, uma vez que estes importados são mais caros.

A curto prazo, alguns setores da economia podem tirar vantagem do dólar em alta, mas a longo prazo todos perdem. O poder menor de compra e a economia frágil colocam em risco a sustentabilidade do sistema financeiro.

Quem ganha?

  • Exportação: a balança comercial, relação entre exportação e importação de um país, apresenta valores positivos graças ao custo menor para exportar;
  • Empresas voltadas ao mercado interno: Menor concorrência com importados;
  • Turismo local: Embora a preocupação seja evitar gastos, a opção pelo turismo nacional pode ganhar fôlego graças a desistência das viagens ao exterior;

Quem perde?

  • Importadoras: Sejam importações de produtos ou de insumos, empresas importadoras são prejudicadas com a moeda exterior em alta.
  • Devedores em dólar: Empresas que contraíram dívidas em moeda estrangeira sem mecanismo de proteção cambial podem ter sérios problemas.
  • Pessoas que fizeram gastos em moeda estrangeira: Pagar estes gastos vai ser mais oneroso, somando o IOF de 6,38% e aumento no valor do dólar.
  • Pessoas com viagem marcada ou programa de estudos: Muitos têm optado por trocar o destino da viagem por um lugar mais barato ou mesmo viajar pelo Brasil.
  • O CONSUMIDOR: O aumento de custos na economia é repassado ao consumidor final, que ainda tem seu poder de compra diminuído e sofre com a inflação.

Como driblar a alta do dólar?

É importante ter em mente que o planejamento financeiro não se traduz como uma opção, mas sim como uma necessidade em nossas vidas. Entender quais produtos ou serviços podem ser substituídos por opções mais baratas é o primeiro passo.

Como está o planejamento do seu futuro?

1 – Pés no chão: é preciso saber o quanto se gasta por mês, traçar metas e cortar despesas. Em tempo de crise, é essencial fazer o esforço de reduzir o orçamento familiar.

2 – Opte por produtos nacionais: Mesmo nas gôndolas dos supermercados, veja quais as opções de consumo podem lhe atender ao substituir os importados.

3 – Destinos nacionais: Vai viajar com a família? Além do planejamento prévio de qualquer viagem, a opção por turismo local pode lhe sair mais em conta.

4 – Viagem dos sonhos: Aí, não tem jeito… a tão sonhada viagem para o exterior vai acontecer! Porém, repense o próprio orçamento da viagem e tente reduzi-lo. Papel, caneta e calculadora na mão!

5 – Dívida estrangeira: Tente evitar as compras no cartão de crédito para moeda estrangeira, opte por pagar em dinheiro para fugir da oscilação cambial.

Seguro, plano de saúde…

Ta aí algo que as pessoas pensam, repensam… Seguros e planos de saúde tem o seu custo com os prêmios pagos e mensalidades, mas vale ressaltar que são produtos e serviços que protegem você e seu bolso em caso de infortúnios.

Tratamentos particulares, materiais utilizados, peças de carros, serviços, tudo pode sofrer reajuste com a alta do dólar. Porém, com as coberturas adquiridas nos seguros e planos de saúde e os benefícios, você pode economizar no fim das contas.

Quer saber um pouco mais? Veja na matéria “Despesas domésticas: como se livrar de gastos extras e inesperados“.

Para acertar em seguros, planos de saúde, consórcios ou previdência privada, conte com a ab. Corretora. Você pode planejar a aquisição de um bem, poupar dinheiro para o futuro e escolher os planos das melhores seguradoras e operadoras de saúde do Brasil. Entre em contato por telefone – (31) 3088-6644, whatsapp – (31) 97118-6644, ou preencha o formulário para solicitar o contato de um corretor.

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Fontes: Uol e RBS

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